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Catarina Costa e os Mundiais de Tashkent: “Sinto que voltei mais forte do estágio…”Exclusivo 

Catarina Costa, judoca portuguesa. Foto: IJF

Vice-campeã europeia em título, Catarina Costa é o principal nome feminino do judo português nos Mundiais de Tashkent, que decorrem no Uzbequistão, entre quinta-feira e 13 de outubro. Com 26 anos recém-completados, a atleta de Coimbra, atual número 4 do ranking da Federação Internacional de Judo (IJF), entra na disputa como cabeça de série e uma das favoritas ao pódio.

Após uma curta pausa para férias, Catarina Costa realizou quatro estágios de preparação para a competição mundial. “Regressei de férias e fiz logo um primeiro na Suíça para cadetes/juniores o que me permitiu voltar com calma aos treinos, mas com bastante qualidade”, disse. Em seguida, a atleta da Associação Académica de Coimbra fez o Olympic Training Camp (OTC) de Papendal (nos Países Baixos) em meados de agosto e terminou este mês com o OTC de Coimbra, “o que me deu uma boa base de treinos”, destacou. Por fim, concluiu há poucos dias a “preparação mais específica”, que foi o OTC de Riccione (em Itália) “onde lutei com várias adversárias diretas que poderei apanhar na competição”, contou a judoca em conversa com a SportMagazine.

“Os estágios internacionais são sempre muito benéficos porque são uma espécie de ‘teste’ ao nosso treino. Podemos lutar com adversárias da nossa categoria de peso, com bom nível e perceber o que estamos a fazer bem ou, por outro lado, quais são as nossas dificuldades que devem ser trabalhadas. No mesmo treino podemos fazer com várias atletas de topo e isso permite-nos sempre evoluir. Em Riccione, não foi exceção e sinto que voltei mais forte do estágio”, avaliou.

Medalha de prata nos Europeus que decorreram em Sófia, em abril passado, Catarina Costa vem de uma sequência de resultados honrosos na carreira – a exemplo dos quintos lugares alcançados nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, nos Europeus de Minsk 2019 e nos Mundiais de Baku 2018. Preparada para o desafio em Tashkent, a judoca da equipa nacional espera seguir em ascensão com um novo pódio agora – e também nas próximas competições.

“Para mim este é o continuar da época e não o início, tive apenas uma semana de férias, voltei com energia renovada e muita vontade de concluir a preparação para o Campeonato do Mundo. Esta competição é, a meu ver, a mais importante a curto prazo e dediquei muito tempo a prepará-la. Quanto aos restantes objetivos passam sobretudo por ter bons resultados nos Grand Prix/Slams de maneira a amealhar pontos para o ranking olímpico”, detalhou a judoca.

Catarina Costa ao lado do treinador João Neto. Foto: Catarina Costa/Instagram

Sem Telma Monteiro (-57 kg), quatro vezes vice-campeã mundial e que se recupera de uma cirurgia a um joelho, acaba por ser a atleta treinada por João Neto a principal representante na equipa feminina formada por Joana Diogo (-52 kg), Bárbara Timo (-63 kg) – prata em Tóquio 2021 quando estava na categoria -70kg – e Rochele Nunes (+78 kg). Recorde-se que Patrícia Sampaio (-78 kg), também está ausente da competição, a se recuperar de lesão. Única lusa a ser cabeça de série, Catarina vê a distinção como “motivadora”.

“O facto de ser cabeça de série dá-me não só responsabilidade, mas, acima de tudo, muita motivação. Um bom resultado passa por conseguir mostrar o meu melhor judo e avançar na competição sonhando sempre com uma medalha no final”, ressaltou Catarina que vai para o quarto mundial, – antes esteve em Baku 2018 (quinta classificada), e em Tóquio 2019 e em Budapeste 2021 (quando perdeu no segundo combate em ambos).

Ao todo, 39 judocas disputarão o pódio na categoria de Catarina Costa (-48kg), entre as quais estão a francesa Shirine Boukli – que venceu a atleta lusa na final do último europeu e é a atual número 1 do ranking mundial. Além dela, destacam-se também a japonesa Natsumi Tsunoda (5.ª do ranking), campeã mundial no ano passado, e Narantsetseg Ganbaatar (6.º), da Mongólia, que conquistou a medalha de ouro no Grand Slam em Antalya este ano.

Entre os homens estão Rodrigo Lopes (-60 kg), João Fernando (-81 kg), Anri Egutidze (-90 kg), Jorge Fonseca (-100 kg) – bicampeão mundial de -100 kg e cabeça de série. Francisco Mendes é a terceira baixa por lesão na Seleção Portuguesa, ao se lesionar no estágio em Riccione, num dos treinos, a sofrer uma “rotura do cruzado anterior”.

Ao todo 583 judocas (sendo 314 masculinos e 269 femininos) estarão distribuídos em 14 categorias na competição a representar 86 países de cinco continentes. A Federação Internacional de Judo (IJF) decidiu deixar de fora os judocas russos e bielorrussos, considerando “as atuais circunstâncias internacionais e de forma a assegurar a proteção de todos os atletas de judo”, numa decisão que se manterá até janeiro de 2023.

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