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Luís Castro, do Botafogo, é o novo colunista da SportMagazine: “Treinador é universal, não interessa a origem, de onde é…”Exclusivo 

Luís Castro, treinador do Botafogo, é o novo colunista da SoprtMagazine. Foto: Vítor Silva/Botafogo

Treinador com mais de uma década de serviços prestados ao Futebol Clube do Porto e atualmente à frente da equipa do Botafogo, no Brasil, Luís Castro será, a partir da edição n.º 2 da SportMagazine – Revista de Treino Desportivo, o novo colunista da publicação. Aos 60 anos e com recentes passagens vitoriosas no Shakhtar Donetsk (conquistou um campeonato ucraniano) e no Al Duhail (vitória na Taça do Emir do Qatar), o experiente profissional é mais um nome de peso presente na revista.

“Espero poder colaborar e participar em tudo o que esteve diretamente ligado ao futebol, na preparação semanal da equipa, naquilo que é a orientação de jogo da equipa, naquilo que é o lado emocional, tático, técnico e físico da equipa. E participar também naquilo que são os desenvolvimentos de um equipa de futebol. Desde o crescimento dos jogadores, já que estive dez anos no FC Porto ligado à formação. Podemos falar dos jogadores, dos talentos, daquilo que está à volta dos jogadores, o lado pedagógico, psicológico, de organização no futebol, dos departamentos, como eles devem se articular entre eles, quem é o cliente, quem são os fornecedores, tudo isso que esteja ligado ao futebol”, afirmou Luís Castro, numa prévia dos temas que abordará ao longo da sua parceria com a SportMagazine.

No Brasil há dois meses, o treinador natural de Vila Real juntou-se a outros portugueses: Abel Ferreira, do Palmeiras; Paulo Sousa, do Flamengo; e Vítor Pereira, do Corinthians – todos a disputarem o Brasileirão, principal competição do país sul-americano. Perguntado sobre a fama dos técnicos oriundos de Portugal no Brasil, Castro tratou a profissional como universal, evitando fazer distinções entre as nacionalidades.

“Falar sobre nacionalidade de treinador é algo que eu não gosto de fazer. Eu acho que treinador é universal, não interessa a origem, de onde é ou de onde não é. Cada um transporta consigo uma filosofia, uma ideia de jogo, pratica uma semana de trabalho e tenta pô-la em prática no jogo através dos seus jogadores. Aprecio muito a forma como trabalham os treinadores portugueses, brasileiros e argentinos, e tantas outras nacionalidades aqui no Brasil”, analisou.

O Botafogo é atualmente o quinto classificado do Brasileirão, com 14 pontos – dois a menos que as equipas treinadas justamente por líderes portugueses: Vítor Pereira e Abel Ferreira, do Coritinhians e Palmeiras, respetivamente. Com os mesmos 12 pontos do Fogão, estão São Paulo e Atlético-MG, de Hulk, à frente nos critérios de desempate. Em oito jogos disputados na equipa, Castro soma uma derrota, na estreia, cinco vitórias e três empates.

“O Campeonato [Brasileiro] é um dos mais difíceis do mundo, intensidades muito altas, equipas muito boas que criam sempre dificuldades. E há sempre muita expetativa do que vai acontecer em cada jogo porque o resultado não sabemos onde vai cair. São jogos realmente muito apertados”, destacou Castro.

Luís Castro: “Eu fui bem claro, eu não vendo ilusões, não sou esse tipo de pessoa”. Foto: Vitor Silva/Botafogo

“Eu não vendo ilusões, não sou esse tipo de pessoa”

Em Portugal, o treinador já passou por Águeda, Mealhada, Estarreja, Sanjoanense e Penafiel, depois o FC Porto (onde chegou a assumir a equipa principal em 2013/14), acabando mais tarde por comandar o Rio Ave, o Desportivo de Chaves e o Vitória de Guimarães. Entre equipas maiores e menores, chegou conhecedor de diferentes realidades para tentar implantar o seu pensamento de trabalho no Botafogo, equipa recentemente comprada pelo milionário norte-americano John Textor, que comprou 90% do clube alvinegro.

“O trabalho no Botafogo é um trabalho, como eu previa, difícil. É um clube que não tem o seu centro de treinos, que estamos a planear como fazer. Temos um relvado deficitário no [estádio] Nilton Santos. Temos uma equipa que ascendeu da Série B e muitos jogadores ficaram na equipa. Fomos buscar alguns outros jogadores e estamos a juntar peças para fazer caminho. É um momento difícil na vida do clube, mas sinto muita energia à volta do clube, muita ambição. Apesar de todas as dificuldades há condições para avançarmos com o trabalho que dignifica o clube”, disse.

A fazer um trabalho de reestruturação no clube, apesar dos bons resultados e futebol elogiado no Brasil, Castro mantém a coerência no discurso que implanta desde a chegada ao clube.

“O nosso objetivo claramente é ficarmos na Série A e desenvolvermos um trabalho de construção que permita a no futuro o Botafogo estar alicerçado, numa academia, num plantel, num estádio com bom relvado, numa estabilidade de resultados que permita daqui a pouco tempo discutir na parte de cima da tabela de forma concreta, estável. Eu remeto para a primeira conferência que eu dei tudo aquilo que são os objetivos da época do Botafogo. Eu fui bem claro, eu não vendo ilusões, não sou esse tipo de pessoa. Estou bem alicerçado num pensamento de trabalho, de desenvolvimento”, pontuou.

No Botafogo, Castro conta com uma equipa técnica composta por portugueses, a trabalhar ao lado de Vitor Severino, João Brandão, Daniel Correia, Roberto Oliveira, Betinho e Nuno Baptista.

Foto: Vitor Silva/Botafogo

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