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Vasco da Rocha e a modalidade da moda: “O Teqball é o desporto que mais cresce no mundo e Portugal não é exceção”Exclusivo 

Foto: Federação Teqball Portugal

Nos balneários é cada vez mais comum. Lá está uma mesa, uma pequena rede e os jogadores a fazer os exercícios de aquecimento em clima de jogo a sério. A bola, a exemplo do ténis de mesa, passa de um lado para outro sem deixar-se cair. O desporto em questão a agregar cada vez mais praticantes é o teqball.

A modalidade chegou a Portugal em 2016 e em 2019 foi criada a Federação Teqball Portugal (FTP). O país já conta atualmente com 80 clubes e 300 jogadores federados, entre homens e mulheres, jovens e seniores, em lazer ou em competição.

O último de grande porte em solo nacional aconteceu na última semana de fevereiro, quando o Complexo Desportivo do Casal Vistoso, em Lisboa, recebeu o Lisbon – European Teqball Tour 2022, com presença assegurada dos melhores teqers do mundo – um total de 118 atletas em representação de 21 países estiveram na competição.

Vasco da Rocha, vice-presidente da FTP, conversou com a SportMagazine sobre o crescimento da modalidade em Portugal, dos planos para o desenvolvimento do teqball e revelou a intenção de ter o novo desporto já nos Jogos Olímpicos de 2028.

Vasco da Rocha, vice-Presidente da Federação. Foto: Federação Teqball Portugal

SportMagazine (SM) – Para quem não conhece o Teqball, como poderia explicar do que se trata esse novo desporto?
Vasco da Rocha (VR) – O Teqball é um desporto de fusão entre o futebol e o ténis de mesa. Utiliza a bola e os toques do futebol e uma mesa semelhante à do ténis de mesa, sendo que o tampo é curvo para melhor projetar a bola e a rede é rígida. Joga-se à melhor de 3 sets até aos 12 pontos, nas variantes de Singles e Doubles, podendo ser praticado entre jogadores de diferente géneros, idades e capacidades físicas.

Existem algumas regras específicas como o limite de um a três toques para devolver a bola, com um passe obrigatório entre os jogadores da equipa no caso da variante Doubles, a proibição de dar dois toques consecutivos com a mesma parte do corpo ou a Egdeball, lance em que a bola bate na quina da mesa e depois no chão, devendo o lance ser repetido de forma e minimizar o fator sorte.

SM – Como avalia o desenvolvimento do Teqball aqui em Portugal?

VR – O Teqball é o desporto que mais cresce no mundo e Portugal não é exceção. A Federação foi lançada em 2019 e vamos no 3º Circuito Nacional, 80 clubes e 300 jogadores federados, tendo já participado em quatro campeonatos do mundo e com uma presença forte nos circuitos internacionais em 2022.

SM – É cada vez mais comum ver o Teqball nos balneários e nos exercícios de aquecimento de jogadores de futebol. Pensa que é possível atrair atletas de outros desportos para se tornarem profissionais no Teqball?

VR – O Teqball tem que encontrar os seus próprios atletas e será uma questão de tempo para que isso aconteça, mas é saudável que jogadores de outras modalidades tenham gosto em praticar Teqball. Além disso, existe uma complementaridade grande com outras modalidades e pode mesmo fazer parte dos planos de treino do futebol, futsal, futebol de praia, futevôlei ou padbol. O profissionalismo está ainda a dar os primeiros passos, mas torna-se quase evidente que, mais tarde ou mais cedo, vai tornar-se realidade.

SM – O Teqball é um desporto bastante democrático, para todos. Nesse sentido, quem nunca praticou, mas gostaria de conhecer e experimentar, onde pode iniciar?

VR – Temos clubes em 16 dos 18 distritos do país e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Basta procurar o clube mais perto no site da Federação Teqball Portugal.

SM – Há poucas semanas, Portugal recebeu o Lisbon – European Teqball Tour 2022. Como avalia a competição e qual a importância para o desenvolvimento do desporto no país receber uma disputa como esta?

VR – Foi um desafio tremendo organizar esta prova em apenas semanas, mas também uma enorme honra abrir uma calendário internacional em 2022 e um prova inequívoca de que a FITEQ – Federação Internacional de Teqball confia na federação portuguesa. Este evento teve uma produção incrível e foi um enorme cartão de visita da modalidade para quem ainda não a conhecia. Cimentou a relação da modalidade com a cidade de Lisboa e os diretos televisivos das finais levaram o Teqball a todo o país. Foi uma demonstração clara do poder e do potencial do Teqball, enquanto modalidade desportiva.

SM – Por fim, quais os próximos passos do Teqball?

VR – Temos que continuar o nosso caminho de apetrechamento, formação e crescimento em clubes e atletas, mas também acompanhar a tendência internacional para não perdermos o comboio que já partiu. É importante criar condições para que atletas portugueses consigam estar nos principais palcos do Teqball a nível internacional, pois isso também nos ajudará a crescer cá dentro e será determinante para garantir uma presença portuguesa nos Jogos Olímpicos onde a modalidade quer estar já em 2028.

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