5 de Dezembro 2022 00:40
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Gonçalo Miranda e a carreira internacional: “Sabemos muito mais do treino do que os suecos e os alemães. O problema é que…”Exclusivo 

Gonçalo Miranda, treinador português que atua no VfL Gummersbach. Foto: VfL Gummersbach

Gonçalo Mirando é um caso típico de um talento especial que precisou deixar Portugal para ser valorizado. Treinador master coach EHF, aos 29 anos já vai para a sétima temporada longe de casa. Pelo segundo ano, comanda a equipa B do VfL Gummersbach, na Terceira Divisão Nacional – a equipa principal disputa a Primeira Divisão. Jovem e promissor, o “pouco talentoso” ex-atleta, conforme ele faz questão de ressaltar, não pretende tão cedo regressar ao país de origem. Entretanto, de longe, admite: tem colhido os frutos do bom momento vivido pelo andebol português.

Antes de chegar ao forte VfL Gummersbach, esteve por dois anos no Bodens BK Handboll, da Suécia. Marido da lateral internacional Mariana Flores, atualmente no Bayer Leverkusen, chegou ao país escandinavo para acompanhar a esposa no Boden Handboll, mas sem qualquer contrato de trabalho. E partiu do zero na busca por uma oportunidade que veio no Bodens BK Handboll, da mesma cidade onde a companheira jogava, para dar andamento a uma carreira que está a ser construída e sedimentada à base de conquistas. “Na Suécia, subimos a equipa da Quarta para a Terceira Divisão”, recorda.

Em seguida, transferiu-se para o Fuechse Berlin, onde esteve na 2ª Bundesliga um ano com a equipa feminina. Em seguida, mais dois anos no Thueringer HC Juniores Femininas e equipa B. Desde o ano passado, assumiu o novo compromisso com o VfL Gummersbach. Antes, em Portugal, recorde-se, o treinador natural de Aveiro trabalhou na equipa B do FC Porto, no Alavarium e no Vigorosa.

Cientista desportivo na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e mestre em Treino de Alto Rendimento com ênfase no Andebol pela mesma Universidade, Gonçalo Miranda teve a oportunidade de seguir os estudos durante a passagem na Suécia, onde, somada a experiência de anos na Alemanha, conclui: os portugueses sabem muito mais de treino do que os suecos e os alemãs.

Em entrevista à Sportmagazine, diretamente da cidade de Gummersbach, onde vive ao lado da esposa, Gonçalo Miranda detalhou o trabalho que desenvolve na formação dos jogadores da equipa alemã, a dedicação aos treinos, a sua perceção acerca da evolução do andebol português e como isso tem beneficiado a si mesmo no estrangeiro.

Gonçalo Miranda, treinador da equipa B do VfL Gummersbach. Foto: VfL Gummersbach

SportMagazine (SM) – Para começar, poderia falar um pouco sobre a sua carreira e como chegou até ao VfL Gummersbach?

Gonçalo Miranda – Eu como jogador, nunca fui nada especial. Não vou dizer que deixei de jogar porque me lesionei. Não… A maior parte da malta diz isso, mas não, eu deixei de jogar porque era um mau jogador. Nunca cheguei a um bom nível. Mas comecei logo a treinar no Alavarium, minis e bambis femininas, quando tinha 19 anos, por volta dessa altura. E nos últimos anos de jogador fui sempre treinando os escalões de formação. Treinei o Vigorosa, os minis e os infantis no FC Porto. Houve uma altura em que o professor José Magalhães, do FC Porto, falou comigo e disse: “Gonçalo, olha, tu como jogador nunca vai dar nada”. O que é verdade… Mas disse-me que havia uma abertura para trabalhar como adjunto dos séniores B do FC Porto e isso dava-me uma abertura muito grande aos treinos dos séniores A. Nesta altura, o treinador era o [sérvio Ljubomir] Obradovic, o adjunto era o Rui Silva, que está agora em França, no Nancy. E eu decidi então deixar de jogar e focar só no FC Porto B e era treinador dos infantis do Vigorosa ao mesmo tempo. Estava a tirar o curso de Ciências do Desporto, na FADEUP, e tinha que fazer estágio ao mesmo tempo. Então, foi juntar o útil ao agradável. Depois fiz o mestrado em Treino de Alto Rendimento, na Metodologia do Andebol, com o professor José António Silva [selecionador da equipa nacional de andebol feminino] como orientador de tese. Fiz uma tese sobre estatística e tive a sorte de ser o único no mestrado em alto rendimento em andebol, então pude ir ao Águas Santas ver treinos, ao FC Porto ver treinos. Foi uma grande experiência.

SM – E como se deu a saída para a Suécia?

GM – Na altura, a minha namorada, que agora é a minha mulher, Mariana Lopes, teve uma proposta para jogar no Boden Handboll. Eu sempre quis viver fora de Portugal, experimentar culturas diferentes, e perceber como é que se joga nos outros sítios. Optei por recusar algumas propostas bastante interessantes que tinha em Portugal e fui completamente sem nada, à procura de uma oportunidade. Consegui uma cooperação com um clube para fazer o Erasmus + e o objetivo era fazer um relatório sobre os treinos da formação e ver as principais diferenças entre os treinos da formação sueca para a formação portuguesa. Passados um mês, o treinador sénior, que era um ex-jogador e não queria ser treinador, e só era porque não tinha mais ninguém, convidou-me para treinar a equipa. Pronto. Acabei para passar dos infantis do Vigorosa, com 21 anos, para ser treinador de séniores na Suécia com uma malta mais velha que eu. E sendo ainda português, estamos a falar de sete, oito anos atrás, quando Portugal não tinha essa visibilidade. Nós nem sequer íamos a Mundiais e a Europeus, não erámos ninguém e ninguém sabia nem se em Portugal havia andebol.

SM – Como foi a experiência no Bodens BK Handboll?

GM – O objetivo que me foi dado a mim foi não descer para a Quinta Divisão e subimos à Terceira. E, na Terceira, o objetivo era não descer para a Quarta e ficámos entre os quatro primeiros. Eu saí e consegui deixar um outro português [Danilo Ventura, atualmente treinador do Santo Tirso], que levou à equipa para a Segunda Divisão. Portanto, em três anos subiram da Quarta para a Segunda Divisão.

SM – E, já agora, o relatório que escreveu sobre as diferenças nos treinos de formação entre Portugal e Suécia, qual foi a conclusão desse estudo?

GM – Se calhar, vai ser um bocado surpreendente. Mas o que observei é que nós somos melhores no treino. Nós somos melhores, ponto. Sabemos mais do treino, sabemos. Talvez, porque no futebol, que é o desporto que está sempre em primeiro em Portugal, tem tanta gente que sabe do treino, tanta gente a estudar o treino, bem informada, e isso depois passa para as outras modalidades e as demais estão a beber disso também. Pelo convívio na faculdade. Meus colegas na faculdade, um é treinador sub-12 no FC Porto masculino, outro é olheiro no Sevilha, outro trabalha com o Abel Ferreira no Palmeiras… É uma malta que sabe do assunto e essas conversas, esses momentos informais na faculdade acabam colaborando. Sabemos muito mais do treino do que os suecos e os alemães. O problema é que eles têm muito mais jogadores que nós. Mas muito mais. Na Suécia, eles têm o dobro; na Alemanha, tem 11 vezes mais jogadores federados. E há muito mais dinheiro. As condições são melhores, não há falta de bolas, de coletes, não falta nada. Mas treinam pior que nós. Eu fui ver treinos em vários clubes da Primeira Divisão [na Suécia] e é um treino muito mais analítico, muito mais robô, como é o futebol deles, por exemplo. Portanto, foi um grande choque quando lá cheguei com a minha metodologia de treino e a minha forma de ver as coisas. Foi um grande choque. Quando começámos a ganhar, o treinador é o maior e a malta vem atrás. Como eu ganhei, consegui mudar um bocadinho a visão dos jogadores.

SM – Como observa, de fora, o desenvolvimento do andebol português. Portugal tem frequentado Mundiais, Europeus, foi bem nos últimos Jogos Olímpicos, foi há pouco vice-campeão da Europa sub-20 e tem mantido uma boa regularidade a nível de Seleção. Teve também há pouco o Benfica campeão europeu e o FC Porto a fazer boas prestações internacionais. Há um cenário positivo a olhar internamente. Mas daí, como tem observado essa evolução?

GM – Antes de mais, vejo com muito orgulho e facilita-me muito a minha vida como treinador cá fora. Isso é a primeira coisa. A segunda, acho que é uma coisa que vem com dez anos de trabalho, com mais tempo de trabalho. Não foi de um momento para o outro. Há muita gente por trás a trabalhar há muitos anos para que isto aconteça. Mas eu acho que o fator mais relevante é claramente a melhoria no sistema económico português. Temos maior poder de compra, a vida está um bocadinho mais fácil, sobrevivemos àquela crise de 2009/2010, e as coisas começaram a melhorar. Os clubes passaram a ter mais dinheiro para investir. Isso faz com quem os jogadores estrangeiros venham, os portugueses possam se tornar profissionais, o que ainda não é fácil, mas é mais fácil do que era há dez anos. Os miúdos pensam, ok, quero ser jogador. É possível e quero ser jogador. Mas depois começou a sair um, dois, três e os miúdos com 12 anos, na minha equipa do Vigorosa já diziam: quero só jogador no Barcelona, no PSG… Isso há 15 anos, não havia jogadores com essa ambição. Esse sonho deixou de ser apenas um sonho muito ao longe para se tornar algo mais transversal aos miúdos. No fundo, isso faz a diferença porque há economia para manter esses jogadores e criar condições para que eles treinem. O FC Porto, o Sporting e o Benfica cresceram… Aqui no Gummersbach estive com o Janko Bozovic, que esteve no Sporting e esteve por aí em 15 clubes e ele disse-me que o Sporting é o clube com melhores condições que ele teve no mundo. O FC Porto, com o Magnus Andersson, que foi treinador em vários clubes, diz que o lá tem as melhores condições do que qualquer clube em que já esteve. Isso faz com que os jogadores venham e consigam evoluir mais porque agora temos mais dinheiro.

SM – O que diria que Portugal tem a aprender com países como a Alemanha e quais são as principais diferentes entre as ligas portuguesas e alemãs?

GM – Aqui na Alemanha, eles veem o clube como uma empresa. O clube tem que dar lucro. Ponto. Tem que haver marketing, tem que haver departamento financeiro… Eu trabalho numa empresa que tem que dar lucro. E como dá lucro? A malta tem que ver os jogos. Se há malta a vir ver os jogos, há mais patrocínio e há mais dinheiro. Qualquer clube aqui na Terceira ou na Quarta Divisão, por muito poucas condições que tenham, investem muito no marketing, nas redes sociais, em fazer do jogo um espetáculo, em ter sempre ao lado de fora cervejas, salsichas… Os fãs ajudam muito mais, têm benefícios, isso tudo faz com que os clubes no fundo tenham lucro. Em Portugal, os clubes mais pequenos não investem tanto nesta parte. Eu acho que investir nessa parte não é assim tão difícil, fazer um protocolo com a Universidade. Aqui, por exemplo, temos dois ou três miúdos a fazer estágio, um em fisioterapia, outro em marketing, e isso cria condições melhores para todos. O Académico de Viseu está a fazer um projeto interessante, com uma comunicação social bem feita, a trazer patrocinadores, vê-se que há trabalho além do andebol, há uma estrutura atrás a trabalhar e é isso que falta aos demais.

SM – Poderia falar no trabalho atual que tem desenvolvido no Gummersbach? É o treinador mais jovem de sempre a ter esta função?

GM – Sou um treinador muito jovem na Liga onde estou. A Terceira Divisão alemã é uma Liga semiprofissional, e já assumi os profissionais, e há jogadores e treinadores há ganhar muito dinheiro. E eu sou claramente um dos treinadores mais jovens, se não o mais jovem. Na Segunda Bundesliga feminina, sim, fui o treinador mais jovem de sempre numa divisão profissional na Alemanha [no Fuechse Berlin]. Mas aqui sou o treinador principal da equipa B, com jogadores de até o máximo de 23 anos. A minha equipa tem no máximo jogadores com 20 anos. São 12, 13 miúdos com muito talento e potencial. Estão ali quase na equipa sénior, podem lá treinar ou não, mas o objetivo é desenvolver esses jogadores, dar-lhes esses dois, três anos que precisam a mais e pô-los a jogar na Terceira Divisão sénior para crescerem um bocadinho. Dos juniores para o séniores, na Alemanha, é um passo muito grande. Por isso, criámos uma equipa B na Terceira masculina para dar essa competitividade aos jogadores e, para aqueles que estão na primeira equipa, e não estão a jogar tanto, passam jogar abaixo e continuar com ritmo e evoluir. Somos a equipa que mais treina no clube, treinamos mais que o sénior, tem uma malta que precisa muito mais de trabalho. Temos miúdos dos 16 aos 20 anos com um potencial louco. Trabalhamos nove a dez vezes por semana e depois trabalho com os sénior como analista de vídeo e ajudo na parte da estatística. E quando é preciso sou adjunto ou principal. Na época passada, fui cinco ou seis vezes para o banco com a primeira equipa, portanto são essas as minhas funções.

Foto: VfL Gummersbach

SM – Como se prospecta o talento de um atleta, como se observa que ali há um potencial para se tornar um jogador de alto rendimento?

GM – Antes de mais, fizemos um scouting muito aprofundado. Fui buscar oito jogadores novos para a minha equipa este ano porque alguns saíram, outros subiram à equipa sénior e o scouting que fizemos começámos a fazer em agosto passado para buscar miúdos em janeiro, fevereiro. Vimos jogos por vídeo primeiramente. Depois, fomos ver jogos “lived”. Fui ver treino de alguns, depois convidámos para treinar aqui connosco, fizemos reuniões com eles, com os pais, falámos com os treinadores e de todos eles o que mais nos importou não era se jogavam muito bem ou não. Fomos ver primeiro a parte física: tem que ser grandes e móveis e claramente tem que ter algo ali que se sobressaia.

E depois a parte mental, a forma como encaram os jogos, as decisões dos árbitros, dos treinadores. Quando os treinadores metem-nos no banco, como é a reação deles? Se um colega faz um golo e está no banco, festeja ou não festeja? Se dá a água no time-out para ajudar o outro ou não? Esses pormenores todos foram avaliados no scouting e fomos buscar miúdos assim. Para mim, isso é talento: chegar a horas, fazer extras, para mim é talento. Se faz golos ou não… Eu parto do princípio de que toda a gente que esteja neste nível já tem todos os fundamentos. É preciso é buscar a outra parte do talento que para mim é mais importante, que é essa parte mental, o caráter, a formação pessoal, o saber dizer um “obrigado”, um “desculpe”. Eu via se as pessoas nos deixavam entrar primeiro na porta quando fazíamos as reuniões, se entravam logo ou se deixaram eu entrar primeiro, são pormenores e apontamos tudo. Pode parecer extremo, mas está tudo apontado.

E agora tenho duas semanas treinando com a equipa e claramente foi uma escolha muito acertada em termos uma equipa com um caráter inacreditável. E destes 13, tenho certeza de que dois vão chegar ao sénior. Se chegarem dois, fiz o meu trabalho. E depois, a parte de trabalhar, filmamos os vídeos, os jogos, fazemos muita correção, muito trabalho individualizado em grupos pequenos. Não há cá muito preparar os jogos para ganhar. Queremos manter-nos na Terceira Divisão, o objetivo é desenvolver os jogadores e pô-los em situações difíceis. A Equipa A está na Primeira Divisão e não podemos subir.

SM – Alguns treinadores preferem ver os jogadores mais em competição a treinar, outros treinadores preferem mais momentos nos treinos. Qual a sua opinião: treinar mais ou competir mais?

GM – Eu defendo as duas formas de ver a coisa: se puderem jogar muito e treinar muito para mim está tudo bem. Mas acredito muito fortemente que o treino é muito importante, mas se não jogarem não vão chegar aonde têm que chegar. Eles têm que estar a dez segundos do fim, o jogo empatado e com a bola na mão. Se não passarem agora por essas situações não vão passar no futuro. E só no jogo há essa pressão mental, o tomar a decisão naquele momento. O jogo é o jogo, podem dizer o que quiser, mas a complexidade do jogo só há nele. Eu posso tentar simular isso em treino com o cronómetro, pôr música alta, mas o jogo é o jogo. Mas não desfazendo, claro, a parte do treino. Treinamos muito, temos um volume elevadíssimo, treinamos quatro a cinco horas por dia, com vídeo, muito vídeo. Sempre há correção.

SM – Qual o objetivo da carreira do Gonçalo: pretende regressar a Portugal, pretende treinar uma equipa A… Quais são os planos?

GM – Eu não penso em voltar a Portugal tão cedo, porque aí são só três clubes. E neles ou se ganha tudo o que tem para ganhar ou passados dois anos estás fora dele. Se trabalhamos num clube é muito difícil ir para os outros dois porque o futebol e o clubismo em Portugal são uma coisa muito difícil. Por isso, não planeio voltar tão cedo a Portugal. O meu objetivo é ficar aqui no Gummersbach. Tenho porta aberta com os séniores para aprender tudo e mais alguma coisa com o treinador dos séniores, que é foi só um dos melhores jogadores de todos os tempos, o Gudjón Sigurdsson. Um dos melhores marcadores de Liga dos Campeões, jogou no PSG, Barcelona, teve os melhores treinadores do mundo e aprendo imenso todos os dias com ele. Da parte que me falta que é jogar no balneário de topo, tenho aqui essa possibilidade de lá estar, ver vídeos, conversar com os melhores e depois como eu sou só o treinador da equipa B, estando ali, os jogadores falam comigo mais como amigo e eu consigo ver os dois lados da questão. O meu objetivo é estar aqui a aprender o máximo que puder. E depois treinar uma equipa principal e ficar na Alemanha, em França ou na Dinamarca como profissional durante uns anos e depois no final da carreira, quando tiver velhote, voltar para Portugal. São realidades muito diferentes. Se quiser ser mesmo profissional a sério, em Portugal é muito difícil.

Foto: Gonçalo Miranda/Instagram

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