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Rui Silva e a evolução do andebol português: “Melhorou muito nos últimos anos”Exclusivo 

Rui Silva, central da seleção nacional. Foto: Uros Hocevar / kolektiff

Herói do inédito apuramento de Portugal para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 com o golo da vitória sobre a França nos últimos segundos (29-28) e capitão da equipa nacional (com mais de uma centena de jogos), Rui Silva é uma das principais referências da atual geração de andebolistas do país. Aos 28 anos, o atleta do FC Porto, campeão dos dois últimos nacionais, conversou com a SportMagazine sobre o contexto do desenvolvimento do andebol em Portugal. Entre os temas, falou sobre o bom momento dele como atleta, a indicação como melhor atleta do ano pela Confederação do Desporto de Portugal, do Euro 2022 sub-20 (onde esteve presente no sorteio a representar os Heróis do Mar) e próximo jogo dos dragões na Champions League.

SportMagazine (SM) – Foi indicado a atleta do ano. Como avalia essa nomeação e o momento na carreira?

Rui Silva (RS) – É uma nomeação muito especial por estar no meio de atletas medalhados olímpicos e por ser ano olímpico. E só o facto de poder estar no meio deles já é super gratificante para mim. A nível de momento individual sinto-me bem, acho que posso considerar que são os últimos dois, três melhores anos da minha carreira, mas também com vontade de cresce e fazer mais porque no desporto não dá para parar. Felizmente, já consegui ter essa perceção e agora é continuar o trabalho e ambicionar mais ainda do que aquilo que fiz até hoje.

SM – Como avalia o desenvolvimento do andebol em Portugal nos últimos anos?

RS – Acho que o andebol melhorou muito nos últimos anos. Devido ao próprio investimento dos próprios clubes, conseguiram com que a qualidade dos jogadores e a qualidade de estrutura no andebol fossem melhores. Temos conseguido bons resultados tanto a nível de clubes como de seleção. Mas quando pensamos que já atingimos o auge acaba por estar muito perto da queda e não podemos parar. Temos que continuar a fazer o trabalho e ter noção onde estamos e onde queremos ir. É muito importante isso.

SM – E o que falta melhorar?

RS – Em relação ao futuro, tudo aparece um bocado com investimento. Não só financeiro, mas também pessoal, diretivo, de toda a gente que gosta e se envolve com o andebol para que o desporto continue a melhorar e apareçam mais miúdos, que a formação seja cada vez mais importante porque a nossa formação vai ser o nosso próximo futuro e a nossa próxima geração. Acho que é muito importante após essa pandemia focarmos muito essa situação porque não podemos parar e temos que ver que esses dois anos e meio não possam prejudicar quem aí vem.

SM – Acha que receber uma competição como o Euro 2022 sub-20 faz parte desse desenvolvimento?

RS – Sim, creio que sim. Acho que tudo o que tem vindo a ser feito até agora, tanto o sucesso que os clubes tiveram, como o sucesso que a seleção teve, acho que traz ainda mais intenção aos jovens e mais referências para que eles queiram praticar o andebol. O Europeu aqui é mais uma prova disso e espero que consigamos trazer mais gente e que as pessoas gostem ainda mais de andebol porque é um trabalho também nosso como jogadores fazer as pessoas veem o que é o andebol e apaixonarem-se mais pela modalidade. Acho que o Europeu traz isso e também vontade que os próprios miúdos possam crescer, evoluir e aprendam muito para que mais tarde possam ser uma opção bastante útil para a seleção e para os clubes portugueses.

SM – E acredita que Portugal tem chance de medalhas nessa competição?

RS – O Europeu são 16 seleções muito fortes, na Europa é que o andebol está a mais alto nível. Acho que é importante eles não porem demasiada pressão neles próprios e pensar jogo a jogo. Não há necessidade de apontar a medalha de ouro, prata ou bronze tão cedo. Ambicionar, sim. Mas sempre com respeito ao adversário, sem nunca se achar superior a ninguém e jogo a jogo podem chegar longe e espero eu que possam chegar longe.

SM – Em termos de clube, o Rui tem esta quinta-feira mais um desafio com o FC Porto pela Champions League, com o Dinamo Bucuresti. Mais um grande desafio, certo?

RS – Não posso dizer que estamos no melhor momento só pelo último jogo porque antes tivemos uma derrota que nos custou com o Benfica no campeonato. Mas sinto que estamos a crescer e estamos com vontade de fazer mais. Sabemos que vai ser um jogo difícil com um adversário que tem nos causado muitas dificuldades a todos no grupo e vamos encarar como sempre encaramos até agora: um jogo importante, que temos noção o que temos que fazer para ganhar, jogamos na nossa casa, com o apoio dos adeptos e com vontade de passar à próxima fase da Liga dos Campeões.

Rui Silva, capitão da seleção nacional. Foto: Uros Hocevar / kolektiff

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