18 de Maio 2022 08:10
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Paulo Pereira celebra apuramento ao Mundial 2023: “Foi a vitória da irreverência”

Seleção Nacional comemora a vitória nos Países Baixos. Foto: Edwin Verheul

A Seleção Nacional de andebol fez o que muitos achavam ser improvável: reverter a desvantagem diante dos Países Baixos e garantiu este domingo a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2023. Portugal havia sido derrotado na primeira mão, em Portimão, por 33-30, e precisava vencer em Eindhoven, na segunda mão do play-off, por uma diferença de quatro golos. Mas fez mais: venceu por 35-28.

Com o resultado, os Heróis do Mar garantiram a quinta presença num Mundial, sendo esta a segunda consecutiva – antes esteve em 1997, 2002, 2003 e 2021. Paulo Pereira, selecionador nacional, destacou a mudança na postura portuguesa para o sucesso em casa do adversário.

“Mudou a nossa forma de estar no jogo. Acho que no primeiro jogo houve alguns golos de contra-ataque fruto das trocas que nós fizemos. Demos se calhar mais primazia à troca defensiva do que à recuperação defensiva, às vezes vínhamos para a troca sem pensarmos que antes teríamos que defender um espaço ou defender uma zona, vínhamos mais a pensar na troca do que do que no resto. Isso foi corrigido, estes dois dias permitiram-nos centrar naquilo que tínhamos que fazer melhor e uma das coisas era essa”, começou por explicar o chefe da equipa.

“A outra, era a questão das ajudas, porque o Luc Steins fez um golo nesse primeiro jogo, mas fez uma enormidade [17] de assistências. Portanto sentimo-nos um pouco enganados, de certa forma, porque demos muita importância ao Luc Steins, quando os outros também são importantes e acabou por se confirmar por essa quantidade de assistências que ele fez. Nós aqui conseguimos resolver com um pequeno detalhe defensivo. Para além da questão de darmos mais primazia à recuperação do que propriamente à troca, fomos mais capazes nesse aspeto”, destalhou Paulo Pereira.

Agora, Portugal irá se preparar para estar presente no Mundial de 2023, que será disputado na Suécia e na Polónia, entre 11 e 29 de janeiro do próximo ano. Pelas palavras do selecionador nacional, a tendência é que novos rostos, que apareceram em destaque com os Países Baixos, sigam a ganhar oportunidades na equipa.

“E depois, também foi a vitória da irreverência, que é termos apostado nos mais novos. Foi espetacular porque eles ajudaram imenso neste segundo jogo e provavelmente também poderiam ter ajudado se jogassem mais tempo no primeiro jogo, nunca saberemos. Nunca saberemos se ia ser pior. Mas o que é certo é que eu acho que toda a equipa – e eu sou um privilegiado em ter este tipo de jogadores conosco – reagiu mais uma vez a uma adversidade, e isso é o que faz com que nós cada dia sejamos mais fortes porque hoje estão uns jogadores, amanhã estão outros e nós reconfiguramos isto rapidamente porque tem faltado gente”, destacou.

“Se formos ver a quantidade de atletas que esteve no Euro 2020, é uma diferença abismal, que foi o nosso melhor resultado de sempre. Mas o que é certo é que nós, mal ou bem, temos conseguido mais ou menos readaptar as coisas, de forma a continuar a seguir em frente e validarmos a quinta competição sucessiva. Portanto, sobretudo, parabéns para os nossos atletas que mais uma vez com um compromisso enorme se confirmaram como os Heróis do Mar, embora eu ache que em Portugal há muita gente, há muitos heróis do mar em muitas coisas”, pontuou o treinador, feliz e satisfeito com mais um sucesso na carreira.

Foto: Edwin Verheul

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