16 de Maio 2022 07:19
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Mário Costa analisa fase, projeta Paris 2024 e avalia: “O ciclismo já teve melhores dias”Exclusivo 

Mário Costa, ciclista português. Fotos: Mário Costa/Facebook

O ciclista português Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) teve um início de 2022 dos sonhos. Aos 30 anos, vive um dos melhores momentos da carreira (se não o melhor). Não em vão apenas em janeiro deste ano fez o pleno, ao conquistar o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal de Ciclocrosse. Apenas mais dois entre muitos títulos alcançados pelo atleta vilacondense nos últimos anos. Mário Costa, um dos principais ciclistas do país, conversou com a SportMagazine para analisar os recentes triunfos, a rotina de treinos, os desafios impostos pela Covid-19 e os próximos objetivos. Tudo sem perder de vista o grande desejo: chegar aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

SportMagazine (SM) – Como avalia o começo de 2022 com as conquistas do Campeonato Nacional e da Taça de Portugal de Ciclocrosse?

Mário Costa (MC) – Estou muito contente por ter ganho o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal. Não era um objetivo a Taça, mas acabei por estar na disputa e sair vencedor no final. Mais do que as vitórias que consegui, estou satisfeito pela consistência que tive ao longo da temporada.

SM – De que forma a tecnologia auxilia no ciclista no dia a dia e nessas conquistas?

MC – A tecnologia está presente em tudo. E está neste momento, acessível a todos. Onde acho que veio facilitar mais é na evolução das bicicletas. Se hoje trocarmos a bicicleta atual pela que usávamos há dez anos parece que não sabemos andar de bicicleta. As bicicletas atuais facilitam muito, rapidamente uma pessoa consegue fazer obstáculos de exigência máxima. Isso há dez anos não acontecia.

Mário Costa a receber premiação após conquistar a Taça de Portugal de Ciclocrosse, a 16 de janeiro. Foto: Federação Portuguesa de Ciclismo

SM – Como funciona a rotina de treinos de uma ciclista de alto rendimento?

MC – Normalmente há um dia por semana de ginásio e corrida ligeira, as restantes horas são passadas a pedalar, normalmente num total entre 15 horas e 20 horas semanais.

SM – Como qualquer atleta, o Mário também deve ter sentido a incerteza das competições desde o surgimento da covid-19. Como essa pandemia impactou a rotina de treinos e competições?

MC – Na rotina em si não veio alterar muito. O treinar e o descansar era feito da mesma forma. O que veio alterar e muito foi a ausência de competições, isso psicologicamente foi duro para mim.

SM – Como podemos avaliar o desenvolvimento do ciclismo em Portugal? Existe algo que poderia ser feito para trazer melhorias a este desporto?

MC – Neste momento é difícil de avaliar. Ainda estamos em pandemia. Há muita coisa que devia ter sido já feita e não foi. No global, acho que o ciclismo já teve melhores dias. Como em tudo, a pandemia serviu um pouco de desculpa para isso, e mesmo agora neste reinício ainda continua a vir demasiadas vezes a desculpa da pandemia.

SM – Seguramente, ainda há muito por conquistar este ano. Para além do já alcançado, qual o maior objetivo do Mário para 2022?

MC – Claramente, ganhar a Taça de Portugal de XCO é para mim sempre um objetivo, este ano em particular vou colocar o Campeonato Nacional XCO como o objetivo principal.

SM – E objetivos a longo prazo, há algum?

MC – A longo prazo tenho Paris 2024 como a última tentativa.

SM – Deixaria alguma dica para os miúdos que desejam um dia se tornar um ciclista profissional?

MC – Procurem estar rodeados de uma boa equipa, não de uma equipa que tenha muito seguidores no Instagram, e trabalhem muito com a persistência que é necessária e vão chegar longe.

Mário Costa: “Se hoje trocarmos a bicicleta atual pela que usávamos há dez anos parece que não sabemos andar de bicicleta”. Foto: Mário Costa/Facebook

 

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