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Marcos Antunes e a Seleção Angolana: “Há uma vontade enorme de fazer crescer o Desporto do Povo em Angola”

Foto: Marcos Antunes

A Associação de Futebol do Algarve (AFA) promove a Formação Contínua de Treinadores de Futsal. Luís Conceição selecionador nacional de futsal, e Marcos Antunes, português que, de momento, é selecionador da seleção angolana, são dois dos oradores deste evento. Marcos Antunes falou com a SportMagazine sobre esta formação e sobre o seu momento na seleção angolana.

O selecionador nacional de Angola, antes de aceitar o cargo, chegou a ser coordenador de formação, treinador adjunto e team manager da mesma seleção. Em Portugal foi coordenador técnico  e fundador da escola de futsal ‘Os Afonsinhos’. Em 2018, o técnico venceu o maior galardão desportivo em Portugal – Quinas de Ouro – da Federação Portuguesa de Futebol.

Marcos Antunes. Foto: Marcos Antunes

SportMagazine (SM) – Que importância tem este evento da Formação Contínua de Treinadores de Futsal para os próprios treinadores e de que forma vê a formação dos mesmos?

Marcos Antunes (MA) – As Associações Distritais que de facto se interessam com os clubes e seus respetivos associados, demonstram que caminham ao lado dos mesmos na dinâmica do desenvolvimento do futsal a nível associativo e nacional. Estas iniciativas permitem uma partilha de experiências interativas, cria sinergias e traz o contacto com novas ideias, novas realidades e novos contextos. Por isso, entendo de extrema importância estas formações onde literalmente todos aprendemos e partilhamos. Aliás para mim a palavra do ano será partilhar.

SM – Sente que estes eventos são benéficos para o avanço do futsal em Portugal?

MA – São benéficos e exigem-se com frequência. O futsal e o seu envolvimento é por si só dinâmico. Se a formação especializada não for desenvolvida corremos o risco de estagnar. As dinâmicas das Associações Distritais e da Federação vai nesse sentido de a aprendizagem ser constante e o conhecimento ser algo sempre presente. Atualizar estratégias e novos métodos é fundamental.

SM – Enquanto selecionador nacional de Angola, que diferenças encontrou entre o futsal português e o angolano quando chegou ao cargo de selecionador de Angola?

MA – São contextos diferentes e realidades muito distintas: em jogo jogado e qualidade individual há muitas semelhanças hoje, porque o treinador angolano gosta de aprender e adquirir conhecimento. As condições estruturais são boas com bons pavilhões e espaços para o treino. Agora falta trazer nova organização, capacitar agentes desportivos, e trazer novas experiências e realidades. Mas há uma grande vontade de mudança de paradigma e do interesse numa constante evolução

SM – Disse na última entrevista que nos concebeu que trabalhava naquilo que achava necessário para dar uma imagem diferente do que era o futsal angolano. Sente que já conseguiu mudar essa imagem e que imagem era essa que pretendia mudar?

MA – Eu não sou médico, não passo receitas, nem ilusionista com truques de magia. Há uma vontade enorme de fazer crescer o Desporto do Povo em Angola. E aí nesse processo todos somos importantes. E existe esta vontade. Este ano de 2023 será cheio de compromissos Data Fifa das Seleções Nacionais Masculina e Feminina, teremos o início pioneiro de Curso de Treinadores em parceria com a Universidade Jean Piaget de Angola, e algumas instituições de Portugal. Teremos pela primeira vez Campeonatos de Formação, teremos um projeto de Inclusão Social através do Futsal e esta será sempre a nossa bandeira: trabalho e mais trabalho. Relembro que no Nacional de Futsal de 2022, tivemos em final de setembro e durante 12 dias 4.000 pessoas por dia a assistir ao evento. É sinal que o futuro é auspicioso.

SM – Quais os objetivos enquanto selecionador angolano?

MA – Larry Bird tem uma frase que gosto muito: Desejo deixar a modalidade melhor do que a encontrei. Teremos CAN Masculino e Feminino em 2024, Mundiais de Futsal e queremos trabalhar para marcar presença. Levar o nome do treinador português a África, mostrar o seu trabalho e abrir mais portas a outros elementos capacitados, também é o objetivo, pois reafirmo sem demagogia que neste momento são os treinadores mais bem preparados.

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