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Liliana Cá e o quinto lugar europeu: “Sinto que tenho de melhorar mais esta pressão”

Liliana Cá, atleta portuguesa do lançamento do disco. Foto: FPA

Recordista nacional no lançamento do disco (66,40 metros), Liliana Cá voltou a ter uma prestação honrosa a defender as cores de Portugal nos Campeonatos Europeus, em Munique, com o quinto lugar na final do lançamento do disco. A atleta portuguesa, finalista olímpica em Tóquio 2020 (quinta classificada) e prata há poucas semanas nos Jogos do Mediterrâneo, chegou à competição como uma das favoritas após o Mundial de Oregon, quando alcançou na semana passada um honroso sexto lugar – até então a sua melhor marca na temporada (63,99m).

Entretanto, a atleta treinada por Luís Herédio não conseguiu repetir a mesma marca alcançada nos Estados Unidos, sendo o máximo na Alemanha de 63,76 metros, ainda no primeiro lançamento. O pódio foi composto pela croata Sandra Perkovic (67,05 metros), que se sagrou pela sexta vez consecutiva campeã europeia, e pelas alemãs Kristin Pudenz (67,87) e Caudine Vita (65,20). Outra portuguesa, Irina Rodrigues, terminou no 11.º lugar.

Recorde-se que Liliana Cá se tinha apurado com a segunda marca da qualificação, o seu melhor registo do ano (65,21 metros). A marca, se repetida na final, valeria a medalha de bronze. Porém, após lançar os 63,76 metros, Cá alcançou 61,70 m e um terceiro a 63,38 metros. Liliana Cá partiu para os últimos três ensaios com a certeza de que teria de fazer a sua melhor marca do ano para alcançar as medalhas. Mas acabou por anular dois lançamentos ao atirar o disco contra as proteções laterais.

“Sabia que a final ia ser uma prova diferente, muito difícil. Se formos ver bem, todas as que me ganharam têm melhor marca pessoal que eu. Mas tentei muito”, referiu, em declaração à Federação Portuguesa de Atletismo.

“Agora é trabalhar para os próximos objetivos e para o que ainda aí vem. Os nulos na gaiola surgiram porque tinha muita vontade de lançar longe e por isso larguei o disco demasiado cedo. No fundo, é mais uma experiência e melhorei em relação aos Europeus de 2018. Como me apontaram como uma das favoritas, sinto que tenho de melhorar mais esta pressão, mas senti que estive bem”, acrescentou a atleta.

Já Irina Rodrigues estava “muito satisfeita por ter chegado a esta final, ser 11ª, atendendo a todo um ano em que me dediquei ao estudo e estive muito tempo sem o meu treinador, que vive nos Açores. Sinto orgulho do que fiz e ter chegado ao mundial e a esta final só pode ser muito”, referiu.

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