5 de Fevereiro 2023 03:38
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João Paulo Vilas-Boas: “Não há entendimento do desporto sem a biomecânica”

João Paulo Vilas-Boas é atualmente vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal. Foto: COP

Distinguido com o Geoffrey Dyson Award 2022, prémio atribuído pela International Society of Biomechanics in Sports (ISBS) a cientistas do desporto pela investigação na área da biomecânica e a sua relação com a prática desportiva, João Paulo Vilas-Boas é uma das maiores referências da biomecânica em Portugal. Coordenador do Gabinete de Biomecânica do Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e diretor do Labiomep – Laboratório de Biomecânica do Porto -, conversou com a nossa reportagem sobre a relevância da biomecânica para o desenvolvimento do desporto. A entrevista abaixo fez parte da edição n. 3 da Revista SportMagazine.

SportMagazine (SM) – Foi distinguido com o Geoffrey Dyson Award 2022. Trata-se de um reconhecimento internacional único a um cientista português. Pelo trabalho que desenvolve já poderia ter recebido até antes, mas qual foi a satisfação em recebê-lo e a que atribui a chegada deste galardão agora?

João Paulo Vilas-Boas (JPVB) – Eu nunca imaginei poder vir a ser um dos premiados com o Geoffrey Dyson Award da Sociedade Internacional de Biomecânica do Desporto [International Society of Biomechanics in Sports], confesso. Nós não estamos muito habituados a que prémios científicos venham para Portugal, apesar de termos excelentes exemplos nas mais diversas áreas. Mas, muito sinceramente, nunca foi nada que me passasse pela cabeça. A não ser em sonhos, qualquer pessoa vai sonhando com os prémios mais destacados das suas áreas profissionais.

SM – Imagino que é um reconhecimento repartido…

JPVB – Tenho tido a sorte de contar com excelentes colaboradores diretos, entre esses muito estudantes notáveis, sobretudo de pós-graduação [mestrado e doutoramento], que têm vindo a formar uma equipa científica fantástica. Uma equipa que se vai renovando, na medida em que os estudantes entram e saem dos mestrados e doutoramentos, mas vão também passando experiências e competências, como que se educando uns aos outros. O grupo acaba por tornar-se uma máquina relativamente simples de nutrir, mas que tem produzido trabalhos relevantes. Um grupo de investigação grande e dinâmico acaba por produzir bastantes trabalhos. O que faz com que, a esse nível, nas Ciências da Natação, sejamos líderes à escala internacional, considerando pelo menos o número de publicações produzidas. Um elevado volume de publicações anual e uma continuada ligação à prática desportiva, terão sido os ingredientes fundamentais para a atribuição do prémio.

SM – E qual a média desse número de publicações ao ano?

JPVB – Nunca fiz uma média, mas neste ano, em 2022, estamos com 24 publicações no início de julho. Se chegarmos ao fim do ano com 30 publicações é um número quase extravagante. E nos últimos anos, temos andado por aí, entre as 20 e as 30 publicações por ano, e isso é muito agradável. Claro que o mundo das Ciências do Desporto, em particular o mundo da natação, é um mundo pequeno, onde o número de produção global é necessariamente baixo. O número de leitores e de citações também é baixo. Então, apesar de estar muito contente com o meu índice H da Scopus, que penso que é de 30, admito que ele pudesse ser superior numa outra área do conhecimento, nas Ciências da Saúde, por exemplo, onde houvesse mais investigadores a ler e a citar os trabalhos dos pares. Mas estou muito feliz com o nível de produtividade que temos conseguido.

Paralelamente à atividade, eu fui treinador de natação durante 22 anos, tendo-me aposentado da carreira de treinador em 2004, após os Jogos de Atenas, tendo-me ligado aos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Natação, onde estive durante dois mandatos e, imediatamente depois, integrei os órgãos sociais do Comité Olímpico de Portugal, onde me mantenho até agora, atualmente a assumir as funções de vice-presidente. Isso faz com que, de facto, estas vidas paralelas sejam relativamente singulares no mundo das ciências do desporto. Portanto, os meus generosos colegas da Sociedade Internacional de Biomecânica do Desporto, acharam que eu, de alguma forma, poderia no momento atual, personificar o lema da transferência de conhecimento científico para a prática do desporto, que constitui um dos objetivos da ISBS.

SM – Como define o que é a biomecânica e qual o contributo que esta ciência pode oferecer para o desporto?

JPVB – Começando pela parte final da pergunta, [o contributo] é imenso. Não há como entender a performance desportiva sem entender a biomecânica. A biomecânica é o domínio científico que estuda as forças que são produzidas pelos sistemas biológicos, incluindo os atletas obviamente, mas também as forças que atuam sobre o sistema biológico, portanto forças externas e, conjugando as duas, os efeitos que produzem as forças resultantes. Os efeitos de uma força, como sabem, quando é aplicada sobre um corpo de massa qualquer, é uma aceleração. Portanto, os movimentos desportivos, os deslocamentos, as trajetórias, as mudanças de direção, traduzem acelerações a que o corpo está sujeito. Sem entendermos as forças que produzem o movimento, não entendemos o movimento. Sem entendermos o movimento, não entendemos a técnica desportiva. Voltando atrás, sem entendermos a biomecânica interna, não vamos entender como é que o nosso corpo e os nossos músculos produzem forças. Como podemos treinar essas forças, como podemos treinar a resistência que sustenta no tempo a produção dessas forças. Tudo isso é biomecânica. Para além de que é também da esfera da biomecânica, a generalidade dos mecanismos que desencadeiam as lesões bem como muitas das ações terapêuticas possíveis para reduzir essas lesões e evitar que elas voltem a acontecer. Portanto, eu diria que não há entendimento possível do desporto sem a biomecânica.

SM – É cada vez mais obrigatório nas equipas de alto rendimento haver um especialista em biomecânica para tratar especificamente da capacidade de otimizar o movimento dos atletas, seja em ordem à maximização da potência, seja em ordem à máxima racionalização energética. Até que ponto acha que é fundamental para um atleta de alto rendimento ter esse tipo de acompanhamento?

JPVB – Eu sou suspeito para responder a essa pergunta, mas acho que esse acompanhamento é absolutamente fundamental. Aliás, no Laboratório de Biomecânica do Porto, vimos acompanhando as equipas nacionais de natação. Recentemente, tivemos uma reunião com o Alberto Silva [head coach da Seleção Nacional de Natação] e o com o seu biomecânico [Sami Elias] para definirmos qual vai ser o quadro da integração de estágios realizados no nosso Laboratório para apoio aos nadadores portugueses. Mas, nesses momentos de avaliação, cuidamos de entender de forma integrada os contributos da fisiologia e da biomecânica, integração que se expressa exuberantemente no conceito de economia motora. Portanto, considero absolutamente fundamental. Relativamente ao reconhecimento da Biomecânica no contexto prático, diria que ainda estamos numa fase que um bocadinho anterior, para não dizer mais atrasada, relativamente, por exemplo, à fisiologia. De facto, muitas das modalidades desportivas já reconhecem um papel muito importante ao fisiologista, mas este tende, efetivamente, a integrar conhecimento fisiológico, bioquímico, biomecânico etc. Mas vejamos, por exemplo, as questões da fisiologia não se esgotam na bioenergética. Nomeadamente nas modalidades cíclicas há preocupações com a capacidade de resistência, com a capacidade de gerar potência. São questões muito importantes a que a fisiologia se atem muito: a capacidade de fazer intervir os diferentes sistemas de produção de energia, quer em regime de resistência ou de potência. Se nós pensarmos que o nosso atleta tem um “depósito de combustível” limitado, quanto menos energia necessitarmos de consumir para realizar uma determinada tarefa, quanto mais económico for o movimento para o mesmo nível de potência, mais energia sobrará para, das duas uma: ou aumentarmos a potência num intervalo de tempo determinado, ou aumentarmos o tempo em que seremos capazes de sustentar essa potência. É demonstrável matematicamente que a economia motora depende de dois fatores: da resistência oposta aos movimentos, que são forças, e, portanto, determinadas por questões biomecânicas; e depende da eficiência com que somos capazes de gerar forças motoras, forças propulsoras, impulsionadoras; que também é uma variável, não exclusivamente biomecânica, mas fortemente determinada por ela. Portanto, é muito importante termos fisiologistas, mas, ao mesmo tempo, é muito importante termos biomecânicos para otimizarmos o processo de aproveitamento desses recursos bioenergéticos. Diria que o mais importante mesmo será termos treinadores com uma forte formação na generalidade das ciências do desporto, entre elas a biomecânica, a fisiologia, a bioquímica, a psicologia etc.

SM – Acredita que os bons treinadores deverão num curto espaço de tempo se tornarem também especialistas em biomecânica ou ao menos ter um conhecimento básico desta ciência?

JPVB – Sim, eu acho que a importância da biomecânica na formação dos treinadores vai crescer. Eu tive um mestre, há muitos anos, o professor Ferreira da Silva, que era professor da Faculdade de Ciências, era engenheiro eletrotécnico, mas depois tornou-se um físico de exceção, que tinha um papelinho na porta do laboratório que dizia: “A Física é bela, os físicos é que dão cabo dela”. O problema da biomecânica é que a linguagem da biomecânica é a linguagem da mecânica. E a linguagem da mecânica é a matemática A biomecânica no fundo é a física, é a física dos sistemas biológicos, é a mecânica dos sistemas biológicos, é um “capítulo” da física dos sistemas biológicos. E a energética também é um domínio da física dos sistemas biológicos. A bioenergética é um domínio da física. E quando falamos de perceber a eficiência, por exemplo, do quadro da termodinâmica, precisamos de algumas equações. Acontece que os profissionais de Educação Física e Desporto, como tantos outros profissionais que não requerem matemática e física como formação elementar, com muita facilidade, se os professores de biomecânica não forem pedagogicamente muito longe, desenvolvem alguma aversão à biomecânica. É algo que um dos “gurus” da biomecânica internacional, há muitos anos, o professor Davis, há muitos anos, designava como uma sequela de se optar, no ensino, por uma “biomaximecânica”, uma biomecânica carregada de equações, números. Mas o professor Davis na altura falava também de uma outra possível abordagem à biomecânica: a “biominimecânica”, que é fortemente intuitiva e passa pela consciência de quem a estuda do que é necessário para gerar e otimizar o movimento. Claro que é muito mais difícil de fazer porque falta o agente facilitador importante, que é a matemática. Convém esclarecer que, como em tudo, a matemática é um agente facilitador, não é um agente confundidor. Portanto, a “biominimecânica” é muito mais difícil de fazer e de ensinar do que a “biomaximecânica”. As pessoas fogem muito da biomecânica. Muitos treinadores não entendem a importância disso. Estive envolvido com o professor Pedro Sequeira [presidente da Confederação de Treinadores de Portugal e diretor da SportMagazine] na grande reforma de formação de treinadores em Portugal onde colocámos a biomecânica numa posição bem interessante. Ainda inferior em termos de números de horas e exigências em relação à fisiologia por exemplo, mas uma posição importante. Curiosamente, na última reforma, esta liderada por uma outra colega minha, de quem sou amigo e de quem gosto muito, a professora Isabel Mesquita, esse peso foi ligeiramente reduzido. Portanto, essa é uma luta que teremos que continuar a travar, tentando que a biomecânica seja cada vez mais “digerível”, e usável.

SM – É também diretor do Labiomep – Laboratório de Biomecânica do Porto. Poderia explicar que tipo de atividades são desenvolvidas neste centro tecnológico vocacionado para a investigação científica e como as pesquisas atuais têm beneficiado o desenvolvimento do desporto português?

JPVB – São perguntas muito abrangentes. Sobretudo a última. Ainda não sei se nós temos conseguido beneficiar o desporto português, eu gostava de acreditar que sim. Mas sobretudo, acredito que podemos fazer mais no futuro. No momento, trabalhamos com a Federação de Natação, a de Andebol, nomeadamente com a equipa feminina, trabalhamos com os clubes e alguns atletas independentes, com seleções de outros países também. Vamos começar a trabalhar com a Federação [Portuguesa] de Remo, a de Golfe também. Temos trabalhado com algumas equipas do futebol, vários praticantes do atletismo, nomeadamente com a Escola do Movimento que está muito umbilicalmente ligada ao nosso Laboratório. Portanto, temos procurado estender a nossa atividade por tantas áreas e modalidades desportivas quanto possível. Gostaríamos de conseguir mais, mas não podemos obrigar os responsáveis a reconhecer a importância da nossa colaboração com o tecido desportivo.

Foto: FPN

SM – Considera que algumas das vossas pesquisas têm beneficiado o desenvolvimento do desporto?

JPVB – O LABIOMEP, hoje, formalmente, é um laboratório ligado ao desporto, mas continua a ser um laboratório de interface que procura agrupar e viabilizar um conhecimento entre todos aqueles que, na Universidade do Porto, se preocupam com a biomecânica, sejam da Engenharia, da Medicina ou da Medicina Dentária, da Física, da Biologia… Quando o nosso Laboratório foi criado pela Reitoria da Universidade do Porto, dez das 14 Faculdades da Universidade do Porto associaram-se ao projeto. Portanto, veja quão transversal ele é na sua essência. Temos vindo a realizar trabalhos, por exemplo, no domínio das Artes, do movimento nas artes. Não se trata de movimento desportivo propriamente dito, mas é movimento humano. E temos estendido a nossa atividade a muitos domínios, como o domínio clínico. Por exemplo, na nossa Faculdade funciona o único doutoramento em Fisioterapia que existe em Portugal. Temos trabalhado, então, muito na clínica, temos trabalhado muito na biomecânica forense, em apoio ao Direito, na análise de acidentes etc. Temos trabalhado bastante na biomecânica ocupacional. Portanto, temos dirigido a nossa atenção para múltiplos níveis, não apenas para o desporto.

No desporto, temos procurado produzir inovação tecnológica, novos equipamentos que possam apoiar o desenvolvimento da capacidade de treino e de performance dos atletas. Fizemos com a canoagem, com a natação, estamos a fazer com o remo. Estamos a fazer com o ciclismo um projeto muito forte, grande, em parceria com o Centro Tecnológico de Indústria Têxtil e do Vestuário (CITEVE) com empresas vocacionadas para a produção de equipamentos desportivos de muito alto nível. E acabámos por saber há algumas semanas que uma sequela desse projeto, o “TexP@CT”, foi aprovado no quadro do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência. Portanto, vamos lutar nos próximos anos para trazer ao mercado um traje, um fato de membros inferiores e também superiores, em têxtil, que permite de forma customizada ao seu utilizador, um atleta de alto rendimento, por monitorizar em treino e competição não apenas os movimentos intersegmentares, como a função muscular, cardíaca, respiratória, a temperatura, a humidade corporal etc. Este é apenas um exemplo de um dos desenvolvimentos tecnológicos em que estamos a trabalhar.

SM – Destacou-se ainda como treinador de natação durante duas décadas. Tendo em conta essa experiência, como utilizava seus conhecimentos nessa especialidade para potencializar o rendimento dos atletas?

JPVB – Eu comecei a minha vida académica como professor de Treino Desportivo, isso em 1983. Portanto, fui professor de treino de natação até 2020 – e ainda sou, a espaços. Mas em 1996/1997 passei a ser, formalmente, professor de biomecânica. Mas eu não perdi de todo a minha paixão pelo treino desportivo nem por todas as outras vertentes que constroem a competência de um treinador. Ainda hoje publico bastante em Fisiologia do Exercício, em Metodologia do Treino; portanto, essas áreas, conjuntamente com a biomecânica, estiveram sempre, não diria que por trás, mas “pela frente”, no meu exercício como treinador. Às vezes, eu nem sequer era muito bem entendido como treinador. Houve um período em que diziam: “Ah, vem aí o treinador dos velocistas, o teórico…”, porque eu entendia o treino dos velocistas de uma forma completamente diversa daquilo que era habitual, na altura, na natação. Nunca entendi que o velocista devesse realizar grandes volumes e só no fim do treino fazer uns “tiros” de alta intensidade. Portanto, sempre fui talvez mais próximo da filosofia que hoje o Albertinho [Alberto Silva, brasileiro head coach da Seleção Nacional] trouxe para Portugal do que da escola mais tradicional. Os meus nadadores, sobretudo no FC Porto, talvez pela tradição do clube, eram mais meio-fundistas, especialistas de 200m e 400m na sua maioria; também esses, e sobretudo os fundistas tinham, naturalmente, que fazer um trabalho mais extensivo, mas os velocistas mais “puros” não. Tinham de concentrar-se na intensidade e na qualidade de cada repetição. Antes, no CDUP e no Grupo Desportivo SOPETE, as parcas condições de treino e o perfil dos nadadores obrigavam a que treinasse os velocistas como tal: como atletas que necessitam de um treino de grande intensidade e baixa densidade, com largos períodos de recuperação; e não foi estranho que muitos evoluíssem de forma para alguns surpreendentes, mesmo tendo reduzido o seu volume de treino para 50%. Eu diria que a ciência e o desporto estiveram sempre presentes na minha vida como treinador. E a biomecânica também. Veja bem: tenho consciência de que a ciência desempenhou sempre um papel muito importante no treino dos meus nadadores, quanto mais não fosse pela minha permanente intranquilidade e curiosidade. E eu ficaria aqui com muita pena de não os citar, se não a todos, desde os primeiros, pelo menos a primeira. Lembro-me muito bem, a Orlanda Rego, nadadora nascida em 1971 que treinei no Centro Desportivo Universitário do Porto, até aos que levei aos Jogos Olímpicos, ou quase. Citaria o Mário Carvalho, o Luís Monteiro e citaria a Sara Oliveira como exemplos mais destacados.

SM – Como tem observado o surgimento de novos talentos na nossa natação? É possível pensar no regresso à uma final olímpica em Paris 2024?

JPVB – Acho que sim. Catarina Monteiro, por exemplo, esteve muito próxima em Tóquio 2020. Eu tive a oportunidade de seguir, em vários estágios de avaliação e aconselhamento do treino, a maioria dos nadadores desta geração e acredito fortemente no potencial desses atletas. Acho que começámos a ter uma natação descomplexada, que quer e acredita poder lutar pelos resultados em vez de lutar apenas pela participação, pela qualificação. Não estou com isso a fazer nenhuma crítica a ninguém. Quando não temos o culto do resultado, é normal que o resultado não apareça. Eu acho que estamos a desenvolver uma geração que vai cultivar o resultado, que vai cultivar a luta pelo resultado e vai acreditar, já acredita, que o bom resultado é possível. Veja-se que nos Jogos do Mediterrâneo tivemos resultados notáveis, nos comparámos e sobrepusemos, por exemplo, a potências como a Espanha, que tradicionalmente na natação estão alguns anos-luz à frente. Portanto, acredito no trabalho do Alberto [Silva]. Não tem muitas provas a dar. E os resultados já começam a aparecer, temos aí o exemplo do Miguel Nascimento [nadou pela primeira vez na história abaixo dos 22s os 50m livres]. Estou convencido, pelas conversas que tivemos com a equipa técnica nacional, que vamos ter um futuro promissor.

*João Paulo Vilas-Boas nasceu no Porto em 1960. Licenciado em 1983 pelo antigo Instituto Superior de Educação Física do Porto (atual FADEUP), concluiu em 1993, na mesma instituição, o Doutoramento em Ciências do Desporto, na especialidade de Biomecânica do Desporto. Docente da FADEUP desde 1983, onde começou por lecionar a cadeira de Metodologia dos Desporto Individuais – Natação, é atualmente Professor Catedrático da instituição. É ainda o atual Presidente do Conselho de Representantes da FADEUP, responsável pelo Gabinete de Biomecânica do Desporto e diretor do LABIOMEP – Laboratório de Biomecânica do Porto. Em paralelo com uma carreira universitária de quase 40 anos, destacou-se ainda como treinador de natação e é atualmente vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal.

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